Estudar ou se exercitar, eis a questão

A rotina de estudos dentro da UFF complica a vida de quem quer cuidar do bem-estar

Por Carlos André

Fonte: Internet

É difícil conciliar estudos e atividades física. Essa é a conclusão que se pode chegar ao questionar estudantes da UFF sobre como a Universidade se relaciona com práticas saudáveis. Mais da metade dos alunos entrevistados pelo Alô, Gragoatá admitiu que não realizava alguma. Apenas um estudante disse ter tempo disponível para fazer academia 5 vezes por semana. 

Por outro lado, os alunos pontuaram que antes de entrar para a universidade havia mais tempo para realizar exercícios. “Não tinha o hábito, fazia exercícios só nas férias”, conta Rebeca Gonzaga, estudante do 9º período de Odontologia. Ainda assim, alguns jovens se esforçam para conciliar estudo e cuidar da saúde. Novamente, o fator tempo parece ter sido uma ajuda ao empenho. “Moro perto da faculdade”, diz Paulo Bastos, estudante de Geofísica, que pratica basquete três vezes na semana e ainda encontra umas horinhas para dançar. 

Os anos na universidade marcam o começo da vida adulta e, com ela, pode ficar difícil conciliar as práticas voltadas para o lazer e bem-estar com as obrigações sociais, como ter que estudar, trabalhar e ainda separar um tempo para manter o corpo em forma. Mesmo assim, é importante se exercitar, pois o metabolismo fica mais lento com a maturidade e, portanto, exercícios passam a ser fundamentais para equilibrar a saúde. 

Quanto à atividade física escolhida pelos alunos que conseguem administrar suas tarefas, não foi observada uma preferência muito discrepante das outras. As opções vão de dança e pilates, para academia e bicicleta. Diversidade não parece ser o problema dos alunos, e sim o tempo. Os alunos culparam o quadro de horários da UFF, que dificulta a conciliação entre saúde e estudos. “Não tenho disponibilidade de horário compatível com as atividades que gostaria de praticar”, conta Pedro Row, estudante do 2º período de Economia. Pedro diz que a faculdade atrapalha ter uma vida pessoal mais equilibrada, o que tem prejudicado sua saúde: “por conta de compromissos, chego em casa meia-noite e tenho aula às 7:00 da manhã, isso desregula o meu sono”. Quando não é a falta de tempo, é o cansaço ou indisposição, comentou Gabriel Araújo.

E não é apenas a falta de condicionamento físico que sai prejudicada. A alimentação também foi afetada pela rotina universitária. Apenas um terço dos alunos entrevistados considerava que se alimentava bem. O problema, parece, é que ao ficar fora de casa por um longo período devido à graduação, os alunos se veem impelidos a comer fast foods com mais frequência do que o indicado. “A comida do refeitório é só mais ou menos”, disse a estudante de Pedagogia, Carolina Santos. “Eu preferia comer em casa”, acrescenta.

Apesar deste quadro trazer certa preocupação, mais da metade dos estudantes questionados achavam que sua saúde não tinha sido alterada pela rotina de estudos. Curiosamente, alguns deles comentaram que tinham emagrecido depois que entraram na UFF. 

Embora o espaço amostral da entrevista promovida pelo Alô, Gragoatá seja restrito, os relatos colhidos traduzem expectativas de melhoria da saúde após o término do curso de graduação. A maioria espera que haja uma alteração do estilo de vida, cujo desdobramento seria a melhoria do bem-estar, apesar de alguns ainda estarem incertos sobre como fazê-lo. Entretanto, o que se coloca no horizonte para alguns é um cenário ainda mais angustiante: “Vou mudar muito por causa do mestrado e terei que restringir mais a minha atividade física”, diz Paulo Basto. 

Comentários

  1. Texto comprido desnecessariamente, tendo em vista que repete a ideia fundamental (contida no título) diversas vezes. Amenizei, mas tentando ao MÁXIMO preservar a identidade. De qualquer forma, por conta do problema mencionado, a matéria chegou a mim com muitas palavras repetidas. Por fim, referia-se aos entrevistados como se fosse uma pesquisa. Tentei corrigir isso com algumas alterações de termos, como por exemplo explicitando uma ressalva na conclusão.

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