Vozes, Liberdade e a corrida pelos Direitos Humanos

A vitória das vozes pretas que agora podem ser ouvidas no Núcleo de Atendimento a Vítimas de Racismo em Niterói  

Por Victor Hugo

Foto: Divulgação do Programa da UFF que promove formação e debate social sobre educação e raça / Pixabay.

 A cidade de Niterói agora conta com o Núcleo de Atendimento a Vítimas de Racismo. O projeto faz parte do Programa de Educação Sobre o Negro e Indígena na Sociedade Brasileira (PEBESBI), vinculado à Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (FEUFF) e assinado pela Prefeitura Municipal de Niterói (PMN), através da Secretária Municipal de Direitos Humanos (SMDH). O núcleo faz parte do Centro da Cidadania, que é equipado para o atendimento e acompanhamento de todos que procuram por ajuda. O Programa realiza pesquisas e atividades de ensino de extensão sobre a população racializada na educação.

Acordo da Prefeitura de Niterói, através da Secretaria Municipal de Direitos Humanos (SMDH), e da UFF para atendimento a vítimas de racismo foi assinado hoje. Foto: Bruno Eduardo Alves / Prefeitura de Niterói.

O PENESBI é coordenado pela Prof.ª Márcia Maria de Jesus Pessanha, e a vice coordenadora Iolanda de Oliveira, que é docente da FEUFF. A proposta do programa é oferecer um atendimento qualificado com acolhimento e orientação para qualquer pessoa que procurar ajuda por ter sofrido quaisquer preconceitos. Uma equipe técnica estará de prontidão à disposição dos cidadãos.

A coordenação do PENESBI pontua que, “A criação deste espaço é um marco para Niterói. Nossa cidade está sendo a pioneira na implantação desses núcleos, que visam reduzir toda a espécie de discriminação para que o município possa crescer com os direitos humanos assegurados”, comunicaram.

Segundo as coordenadoras, em parceria ao núcleo, será fornecido cursos para a melhoria da sociedade e inclusão de todos. A vice coordenadora, Iolanda de Oliveira comenta que: “As atividades desenvolvidas são fundamentadas nas teorias pedagógicas contemporâneas, que, tendo caráter progressista, legitimam a educação desconstrutora dos equívocos sobre negros e indígenas, atentando para outros grupos colocados em situações de inferioridade”, ela frisa.

A docente Iolanda de Oliveira acredita que o conhecimento acerca desses temas contribui, significativamente, para eliminar o silêncio diante da realidade de discriminação e exclusão que atinge pessoas radicalizadas em todas as esferas sociais e acrescenta a luta contra o racismo que está impregnado na sociedade.


 Foto: Publicação na página do facebook na conscientização contra o racismo pela prefeitura de Niterói.

Os niteroienses poderão reportar, através do número do WhatsApp, (21) 96992-9577, casos como intolerância religiosa, trabalho escravo, racismo, homofobia, abuso infantil e prisões injustas. Além do WhatsApp, o Sistema Integrado possui uma série de canais e equipamentos. No planejamento da SMDH, ainda no 1º semestre será lançado o Aplicativo DH Niterói, a Casa da Mediação, o Disque 100 e o Centro de Cidadania e Justiça, com núcleos de atendimento para vítimas de violações, refugiados, moradores de área de risco e demais cidadãos que estejam buscando seus direitos. Vale reforçar que racismo é  crime inafiançável e imprescritível, previsto na Lei 7.716/89. 


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